terça-feira, 16 de setembro de 2008

Resenha do filme: Quanto Vale ou É Por Quilo?

QUANTO VALE OU É POR QUILO?
Direção: Sérgio Bianchi
Roteiro: Sérgio Bianchi, Eduardo Benaim e Newton Canito.
Rio de Janeiro
Europa Filmes, 2005.

Programa de Formação Continuada de Professores do Município de Irecê – Curso de Licenciatura em Pedagogia séries iniciais.

Sérgio Luís Bianchi (Ponta Grossa,1945) é um cineasta brasileiro. Estudou cinema em Curitiba e posteriormente em São Paulo, onde se formou na Escola de Comunicações e Artes da USP, em 1972. Em 1979, estreou seu primeiro filme longa-metragem comercial: Maldita Coincidência. Foi ganhador do prêmio de melhor direção no Festival de Gramado e do Grande Prêmio do Festival de Cinema da Cidade do México em 1985 com o filme: Mato eles? Dirigiu também, Romance (1988), A Causa Secreta (1994), Cronicamente Inviável (1999) e Quanto Vale Ou É Por Quilo? (2004)
O filme, Quanto Vale ou É Por Quilo?, faz uma analogia entre o antigo trabalho escravo e a exploração da miséria na atualidade, por meio de cenas que exibem os dois momentos de forma alternada e possibilitam uma comparação entre estes por parte do telespectador. Aborda o abuso existente, por ONGs, que fazem uso da miséria para conseguir verbas em benefício de um pequeno grupo, provocando um sentimento de indignação frente a questão levantada por parte de quem assiste, uma vez que, é sabido que na realidade, fatos como estes acontecem no espaço e tempo real.
O autor mostra, cuidadosamente os valores da produção. Na cena que se inicia a história, é noite e está escuro. Homens se locomovendo à cavalo e à pé, levam à luz de tochas um escravo preso sob o protesto de sua dona. Nas músicas e nos sons, nos figurinos e na reconstrução da época, nas imagens no primeiro plano, as quais tornam mais fortes a emoção do telespectador.
O filme alerta para questões que parecem ter ficado no passado, mas que ainda existem atualmente, como a luta pelos direitos democráticos, a discriminação contra negros e pobres, o desrespeito, a lavagem de dinheiro, a corrupção, dentre outros. O que mudou foi a roupagem, o opressor é o mesmo. Sendo assim, este é um excelente filme para ser trabalhado em sala de aula, possibilitará o desenvolvimento crítico e reflexivo dos alunos.
Elenco:

Ana Carbatti
Cláudia Mello
Herson Capri
Caco Ciocler
Ana Lúcia Torre
Sílvio Guindane
Miriam Pires
Lázaro Ramos
Leona Cavalli
Bárbara Paz
Umberto Magnani
Joana Fomm
Marcélia Cartaxo
Ariclê Perez
Zezé Motta
Antônio Abujamra
Ênio Gonçalves
Caio Blat
José Rubens Chachá
Milton Gonçalves

4 comentários:

Maria Suelma disse...

Ótima resenha e ótimo filme. Recomendo a todos que se interessam pelos problemas sociais do nosso país.

Lorran disse...

Resenha boa mesmo. Mostrou tudo mesmo o que se segue escrito

Evelyn disse...

Estou cursando o curso-normal, e quando meu professor disse para a classe que iria passar um filme pensamos em um filme chato que não teria nada de interessante, mas foi só o filme começar que percebemos como esta nossa sociedade. Bom este filme nos mostra bem, que os anos se passaram mas é como se estivéssemos vivendo na época da escravidão.

Aída Godoi disse...

Ótima resenha.Me chamo Aída e estou cursando o 4°ano do curso de licenciatura em História e me apaixonei ao ver o filme pois relata muito bem como foram as coisas e deixa claro que ainda existe estas barbaridades nos dias de hoje